Teoria da Acidez na Aterosclerose - Novas Evidências
A despeito da contínua, maciça e estridente campanha contra o colesterol alto como o grande responsável pela geração da doença arterial coronária, e da grande quantidade de estudos procurando confirmar e reforçar esse conceito, pesquisas antigas e recentes sugerem que sua precipitação pode ser uma resposta curativa do organismo frente à injúria sofrida pelo endotélio. Essa linha de pensamento teve peso em nossas idéias quando no desenvolvimento da Teoria da Acidez na Aterosclerose, realizado em 2006. A história em detalhes de como chegamos a essa teoria foi contada no livro “Seguindo os passos de um gênio – Uma saga na medicina”, 2011, também de nossa autoria. No presente livro apresentamos uma seleção de artigos. Entre os assuntos tratados destacamos: a) Que a maioria dos fatores de risco para a aterosclerose ativa o sistema nervoso simpático como, por exemplo: estresse psicológico, idade, fumo, poluição do ar e dietas à base de alto teor de carboidratos. b) Que em doenças associadas à aterosclerose como, por exemplo, diabetes, hipertensão, apnéia obstrutiva do sono e disfunção erétil, ocorre a predominância do simpático c) Da relação entre a maior produção de ácido láctico com a maior concentração de lipídeos nas artérias coronárias. d) Da elevação do ácido láctico no plasma como vínculo entre a aterosclerose e outras doenças.