Prefacio de Josæ Pereira de Sampaio (Bruno) PORTO 1902 A fraterna piedade de Augusto Nobre e a saudade amiga de Justino de Montalvào honraram-me com o pedido commovente de algumas linhas que acompanhassem este volume posthumo. Tendo organisado a nota que precede os fragmentos, ao deante publicados, do poema O Desejado, hesitei grandemente em acquiescer Þ solicitaäào que refiro. Temi que malignas malevolencias acaso increpassem como de impertinente intromettimento essas linhas sinceras e innocentes. E ellas seriam, de facto, com severidade condemnaveis, desde que as dictassem pedantescas pretensñes de recommendaäào Þs delicadas leituras. O nðme do poeta nào æ sïmente conhecido; estÞ decisivamente consagrado. Um prosador incorrecto e secco nào conseguiria senào tornar-se ridiculo, quando tam improcedente estimulo fðsse a impulsional-o. Assim meditava e quasi me resolvia por uma polida escusa, que me magoaria aliaz; poræm mais se radicou em meu animo o motivo antagonico que me convidara a ceder Þ captivante seducäào do pedido, feito pelo irmào e pelo companheiro