Mas um dia ela fartou-se de tanta tristeza: abriu a porta da gaiola e a passarada, de contente, logo a recompensou. Saltitaram assobiando do sofá para a prateleira, do candeeiro para a estante e, quando descobriram um grande piano de cauda ao canto da sala maior, alinharam-se, prontos para atuar. Maria deslocou a sua cadeira para junto do piano, começou a tocar e o concerto foi... foi... Não há palavras bastantes para descrever a música. Mas cheirava e sabia a liberdade.